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Usinas divergem em apostas para açúcar
Valor Econômico
Mesmo diante dos mesmos fundamentos de oferta e demanda, companhias
sucroalcooleiras vêm tomando posições diferentes em suas estratégias de comercialização
do açúcar da safra 2012/13, que começa em abril. A Raízen, joint venture entre Cosan e
Shell, reduziu pela metade suas posições de hedge de açúcar em bolsa na comparação
com as realizadas há um ano. A Guarani, controlada da Tereos Internacional, também se
retraiu. Já a São Martinho foi a única entre as três que ampliou sua posição.
Ainda há divergências entre os agentes do mercado sobre qual parcela da safra brasileira
de açúcar 2012/13 já está com preços fixados em bolsa. De acordo com estimativas da
consultoria Archer Consulting, há neste momento entre 11,88 milhões e 14,7 milhões de
toneladas com preços fixados a 24,52 centavos de dólar por libra-peso - respectivamente
47% e 57% da exportação do país (25,5 milhões de toneladas). Ao fim de janeiro de
2011, o volume fixado - na época para a safra 2011/12 - era bem menor e variava de 7,1
milhões a 8,9 milhões de toneladas - respectivamente 28% e 35% da exportação, segundo
a Archer - e a um preço médio de 22,81 centavos de dólar por libra-peso.
Houve avanço na precificação a partir da segunda quinzena de janeiro, quando as
cotações na bolsa de Nova York saíram do patamar de 22 centavos de dólar por librapeso
para níveis acima de 24 centavos, explica Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer.
Em 22 de dezembro de 2011, o volume fixado estava mais tímido, segundo a consultoria,
entre 7,64 milhões e 9,46 milhões de toneladas. Isso significa, segundo Corrêa, que nos
34 pregões após 22 de dezembro, em torno de 5 milhões de toneladas da commodity do
Brasil foram precificadas em bolsa. "Trata-se de um volume grande, mas que se explica
pelas cotações mais elevadas alcançadas desde então", avalia o especialista.
A avaliação é de que, diante da previsão de superávit global da commodity, episódios de
cotações acima de 24 centavos tendem a ser mais escassos. Ontem, o contrato para maio
encerrou o pregão em Nova York a 23,73 centavos de dólar por libra-peso, em
valorização de 16 pontos.
Alguns agentes do mercado discordam e acreditam que as fixações de preço em bolsa
estão menores, entre 25% a 30% das exportações. O fato é que a estratégia de algumas
empresas está divergente do restante, reflexo da própria mudança de perfil de algumas
delas.
Com fluxo de caixa estável vindo da distribuição de combustível, a Raízen, a maior
processadora de cana do país, decidiu por reduzir pela metade seu volume de hedge. "Não
precisamos do caixa vindo do açúcar para quitar compromissos. Além disso, essa menor
posição diminui saída de recursos para chamada de margem na bolsa", explica o CEO da
Cosan, Marcos Lutz.
Em 31 de dezembro de 2011, a companhia havia feito hedge de 797,7 mil toneladas de
açúcar. Um ano antes, em 31 de dezembro de 2010, essa posição em relação à safra
seguinte era duas vezes maior, de 1,545 milhão de toneladas.
À espera dos movimentos do mercado mundial, a Guarani também reduziu posições de
hedge. Até agora, fixou preço de 27% de seu açúcar, ante 45% em igual período do ano
passado.
Diferentemente de seus pares, a São Martinho havia fixado, até 31 de dezembro de 2011,
preço de 42% do volume de açúcar que deve exportar no próximo ciclo, bem acima dos
30% fixados em igual momento de 2010.
Petrobras Biocombustível e Governo de Minas Gerais assinam acordo para ampliar produção de biodiesel
Portal Fator Brasil
A Petrobras Biocombustível e o Governo do Estado de Minas Gerais assinaram, no dia 26
de janeiro (quinta-feira), em Belo Horizonte (MG), protocolo de intenções que prevê
investimentos de até R$ 28 milhões na ampliação em 40% da capacidade de produção da
Usina de Biodiesel de Montes Claros (MG), que passará dos atuais 108,6 milhões de
litros/ano para 152 milhões de litros/ano. A cerimônia contou com a presença do
governador Antônio Anastasia e do presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel
Rossetto.
O acordo contempla ainda o incremento da participação de agricultores familiares na
cadeia do biodiesel, com a ampliação dos atuais 3.200 para 4.500 pequenos produtores
até 2014. Também serão gerados mais 27 postos de trabalho na usina, que atualmente
conta com 167 profissionais.
O Governo do Estado tem, entre os seus compromissos no protocolo, o incentivo à
aquisição de matéria-prima e insumos em Minas Gerais, que é o 2º maior consumidor de
biodiesel no País e importa o produto de outros estados para suprir sua demanda. As
medidas firmadas permitirão aumento da oferta de biodiesel e redução da importação de
outros estados.
Segundo o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, "com esse apoio,
vamos aumentar a produção de biodiesel em Minas Gerais, ampliar a compra de matériaprima
e fortalecer a agricultura familiar. Isso significa mais renda e desenvolvimento para
Minas Gerais e mais crescimento para a Petrobras Biocombustível".
Para o governador, Antonio Anastasia, "o biocombustível é um segmento em que nós
estamos sempre avançando e a tendência do mundo é seguir essa trilha. Não só
tecnologicamente vão se criando inovações, como também o mercado as aceita muito
bem. Notícias de investimentos como esse, para uma região que apresenta tantas
necessidades como o Norte de Minas, nos traz muita satisfação e mostra que nossos
esforços para levar até lá empregos de valor e diversificados têm tido resultado".
Usina de Biodiesel de Montes Claros - Inaugurada em abril de 2009, a unidade tem,
atualmente, capacidade para produzir 108,6 milhões de litros de biodiesel/ano. A usina
integra o parque produtor de biodiesel da Petrobras Biocombustível, que opera três
unidades próprias nos municípios de Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros
(MG) e duas em parceria, em Marialva (PR) e Passo Fundo (RS).
Monsanto lançará até cinco variedades de cana por ano
Agência Estado
As três primeiras variedades comerciais de cana-de-açúcar da Monsanto serão lançadas
neste mês, após nove anos de pesquisa, e terão a marca CanaVialis, adquirida pela
multinacional em 2008. Nos planos da companhia, com um portfólio de 70 clientes entre
usinas e grupos sucroalcooleiros, estão lançamentos de até cinco variedades por ano.
"Enquanto as canas transgênicas não chegarem, esse é projeto da companhia", disse José
Carlos Carramate, líder dos Negócios de Cana-de-Açúcar da Monsanto, em entrevista à
Agência Estado.
As novas variedades começaram a ser desenvolvidas quando a CanaVialis ainda era um
braço de tecnologia agrícola do Grupo Votorantim. A Monsanto comprou a CanaVialis
do grupo brasileiro por US$ 290 milhões. O executivo não diz quanto a empresa investe
no setor de cana, mas adianta que, "por menos de R$ 30 milhões, R$ 35 milhões ao ano,
uma empresa não consegue apresentar duas ou três variedades novas de cana por ano".
As três variedades - batizadas de CV 7231, CV 7870 e CV 6654 - conseguiram
produtividade de mais de 100 toneladas por hectare em alguns testes feitos pela Monsanto
em usinas do Centro-Sul, maior região produtora do mundo da cultura, para a qual as
cultivares foram desenvolvidas. Na safra passada, a produtividade em algumas áreas do
Centro-Sul ficou abaixo de 70 toneladas por hectare. "Mas a produtividade máxima
obtida nos testes é uma exceção e depende de vários elementos e de como é o cultivo
pelos produtores e pelas usinas", explicou Carramate.
Segundo ele, as próximas gerações de cana convencional da Monsanto serão adaptadas ao
cultivo e à colheita em áreas de expansão da cultura, inclusive nos limites da nova
fronteira, como em Tocantins.
Carramate garante que a empresa pretende chegar ao mercado comercial de cana "de
forma agressiva", mas evita prever qual fatia a Monsanto terá com o lançamento das três
variedades e de outras futuras. "Estamos saindo do zero e é complexo prever, porque o
período de transição e de troca de variedades é lento", disse.
Etanol continuará pouco competitivo em 2012, diz ANP
Valor Econômico
O preço do etanol neste ano deverá permanecer no patamar de 2011, com pouca
competitividade em relação à gasolina. A afirmação foi feita pelo diretor da Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Allan Kardec Duailibe. No
entanto, ele acredita que a oferta sofra pequena recuperação em relação ao ano passado.
"Esta queda [da oferta de etanol em 2011] foi extraordinária, mas este ano certamente vai
subir", disse Duailibe, durante o Seminário de Avaliação do Mercado de Derivados de
Petróleo e Biocombustíveis da ANP, na sede da agência reguladora, no Rio de Janeiro.
Duailibe declarou que a ANP recebeu informação de que a Rússia prevê produzir mais
açúcar neste ano, em função das boas perspectivas para a safra de beterraba. "Então
provavelmente a gente vai ter uma maior oferta de açúcar e, portanto, talvez tenha uma
pressão menor no etanol", explicou o diretor.
Outro ponto favorável, segundo Duailibe, é a expectativa do governo de crescimento de
10% a 20% da safra de cana para este ano. "A quebra de safra a gente espera que não se
repita", disse. Entretanto, ele afirmou que a safra "certamente" será pequena. "Com as
novas usinas entrando este ano vamos ter em 2013, 2014 um crescimento bem maior."
Duailibe prevê maior avanço do consumo de combustíveis para este ano. "Como a
expectativa é de crescimento [do PIB] com a aceleração do país, continua o crescimento
do consumo de combustíveis, agora um pouco mais acelerado, provavelmente."
Após novo recorde de demanda, CEEE descarta risco de apagão no RS
Portal G1
Pelo segundo dia consecutivo e pela quinta vez no ano, o Rio Grande do Sul registrou um
novo recorde de demanda por energia elétrica. A nova marca de 5.961 megawatts (MW)
foi atingida às 14h42min desta quinta-feira (16), segundo a Companhia Estadual de
Energia Elétrica (CEEE).
O novo pico de demanda se aproximou dos 6,1 mil MW estimados pelo Operador
Nacional do Sistema (ONS) como a capacidade de fornecimento de energia para o Rio
Grande do Sul. A CEEE garante, no entanto, que o estado não corre o risco de sofrer
cortes ou apagões até o final do verão.
"Esse limite de 6,1 mil MW que falamos é o nível de tranquilidade do sistema. Nós
operamos com tranquilidade até esse número, mas podemos ultrapassá-lo sem a
necessidade de cortes", disse o diretor-presidente da CEEE, Sérgio Souza Dias, em
entrevista à Rádio Gaúcha.
De acordo com Sérgio Dias, a demanda por energia deve se aproximar ainda mais do
limite no início do mês de março, quando muitas pessoas retornam das férias no litoral.
Mas o diretor da CEEE garante que o sistema do estado é suficiente, em termos de
quantidade, para superar o verão sem sobressaltos.
Como nos quatro recordes anteriores, o calor é novamente apontado como responsável
pelo índice, em função das altas cargas de refrigeração junto a todos os segmentos de
consumidores. Durante a tarde, foram registradas temperaturas de 36,5º C em Porto
Alegre e 37,2º C em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do estado.