BBCE quer sair na frente com clearing house
08/08/2013

O Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) prevê estar com todos os dispositivos necessários para evoluir para bolsa de energia até 30 de setembro. Para isso, deverá lançar até a data sua câmara de compensação – clearing house – disponibilizando o produto de energia futura, com liquidação financeira, que está sendo desenvolvido em parceria, mantida sob um acordo de confidencialidade.
“Talvez a gente caminhe um pouco diferente dos demais, que dão entrada na Comissão de Valores Imobiliários (CMV), criando uma câmara de compensação para fazer liquidação financeira... Eu evoluo para bolsa, a partir do momento que eu tenho a união da plataforma mais a clearing house, e posso ter crédito multilateral, operação com uma contraparte central. É isso que a gente pretende anunciar em 30 de setembro”, explicou Victor Kodja, presidente do balcão, durante o 14º Encontro de Energia da Fiesp, realizado em São Paulo.
Para agilizar essa evolução com a parceria, o BBCE deixou para segundo plano o lançamento do produto dos leilões privados, que Kodja havia anunciado no final de janeiro deste ano. No entanto, ele conta que o projeto já foi aprovado pelo seu departamento jurídico, e que agora só dependerá de uma estruturação comercial e financeira.
“Nossa prioridade é cumprir o prazo de 30 de setembro para lançar o primeiro produto de energia elétrica futuro, com liquidação financeira. Prioridade total. Passado isso, nós podemos retomar o projeto dos leilões, porque podemos até utilizar o mesmo parceiro”, aponta o executivo.
Hoje o BBCE tem 13 sócios, mas já conta com a expectativa de somar mais quatro membros até o final de novembro. Entre sócios atuais e novos, alguns possuem ligação com instituições financeiras, que poderão desenvolver ações e produtos para serem apresentadas pelo balcão para o mercado.
“Queremos fechar a parceria e mostrar para o mercado que estamos mais fortes do que nunca; mostrar para todo o setor que estamos mais fortes do que nunca, não só para o mercado livre. Eu tenho 12 meses atrás do lançamento do meu concorrente e ainda assim eu já fiz dois terços do volume dele. Com essa nossa política, pretendemos nos tornar também um centro de informações e de consultas, e virar uma referencia importante para o mercado, de conhecimento, de informação, e facilidades para análise”, espera Kodja.
(Jornal da Energia)
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